Dengue - Caso Clínico 5
Identificação – D.V.S., masculino, 55 anos, motorista, residente em Goiânia, GO.
História da Doença Atual – Em 27/12/01 deu entrada no Pronto Socorro, trazido por familiares, referindo um episódio de fezes enegrecidas, dor abdominal intensa, sensação de desmaio e aparecimento de manchas roxas pelo corpo. Referiu que há quatro dias iniciou febre não aferida, cefaléia frontal, mialgia generalizada, náuseas e vômitos. A esposa referia que o paciente era etilista crônico e portador de úlcera péptica, com episódios esporádicos de hematêmese.Negava viagens nos últimos dois meses e episódio anterior de dengue, relatava ser vacinado contra febre amarela em 2000. O paciente trabalhava como coveiro no cemitério da cidade. A esposa referia presença de ratos no domicílio.
História da Doença Atual – Em 27/12/01 deu entrada no Pronto Socorro, trazido por familiares, referindo um episódio de fezes enegrecidas, dor abdominal intensa, sensação de desmaio e aparecimento de manchas roxas pelo corpo. Referiu que há quatro dias iniciou febre não aferida, cefaléia frontal, mialgia generalizada, náuseas e vômitos. A esposa referia que o paciente era etilista crônico e portador de úlcera péptica, com episódios esporádicos de hematêmese.Negava viagens nos últimos dois meses e episódio anterior de dengue, relatava ser vacinado contra febre amarela em 2000. O paciente trabalhava como coveiro no cemitério da cidade. A esposa referia presença de ratos no domicílio.
Exame Físico Geral - Mau estado geral, desidratado ++/4, agitado, anictérico, acianótico. Temperatura axilar de 37,5ºC, PA deitado: 80x40mmHg. PA sentado: 60x? mmHg. Pulso: 120ppm. Peso: 78kg. Pele: petéquias e sufusões hemorrágicas difusas em tronco e em face. Segmento cefálico: hemorragia subconjuntival e gengivorragia. Tórax: murmúrio vesicular diminuído à ausculta, frêmito toráco-vocal diminuido à palpação e submacicez a percussão em base direita. Coração: bulhas taquicárdicas, dois tempos. Abdome: doloroso à palpação profunda, sem visceromegalias. Neurológico: rigidez de nuca presente ++/4. Prova do laço positiva.
Exames complementares – Hemograma: Hb: 8,9g/dL, Ht: 32%, Plaquetas: 11.000/mm3, Leucócitos totais: 1.900 cels/mm3 , bastões: 2%, segmentado: 26%, linfócitos: 40%. Líquor: aspecto hemorrágico, xantocrômico com depósito de hemácias, citometria: 150 leucócitos/mm3, 32.000 hemácias/mm3, glicose: 62mg/dL, proteínas: 150mg/dL; bacterioscopia negativa. Coagulograma: TP: 21segs; Tempo de atividade de protrombina: 45%. AST(TGO): 59 UI/l; ALT(TGP): 148UI/l; Sódio: 129mEq/L; Potássio: 3,0mEq/L; Cálcio: 9,0mg/dL
Exames complementares – Hemograma: Hb: 8,9g/dL, Ht: 32%, Plaquetas: 11.000/mm3, Leucócitos totais: 1.900 cels/mm3 , bastões: 2%, segmentado: 26%, linfócitos: 40%. Líquor: aspecto hemorrágico, xantocrômico com depósito de hemácias, citometria: 150 leucócitos/mm3, 32.000 hemácias/mm3, glicose: 62mg/dL, proteínas: 150mg/dL; bacterioscopia negativa. Coagulograma: TP: 21segs; Tempo de atividade de protrombina: 45%. AST(TGO): 59 UI/l; ALT(TGP): 148UI/l; Sódio: 129mEq/L; Potássio: 3,0mEq/L; Cálcio: 9,0mg/dL
Questões
1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso?
2. Se caso suspeito de dengue, qual o estadiamento?
3. Comente o atendimento do paciente. Você teria outra abordagem clínico-laboratorial?
1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso?
2. Se caso suspeito de dengue, qual o estadiamento?
3. Comente o atendimento do paciente. Você teria outra abordagem clínico-laboratorial?
Respostas
Resposta 1
a) Doença meningocócica
b) Sépsis de etiologia bacteriana
c) Dengue (FHD ou dengue com comprometimento encefálico)
d) Leptospirose
e) hepatopatia crônica com reagudização, abdome agudo hemorrágico (úlcera péptica),
pancreatite necrohemorrágica.
Resposta 1
a) Doença meningocócica
b) Sépsis de etiologia bacteriana
c) Dengue (FHD ou dengue com comprometimento encefálico)
d) Leptospirose
e) hepatopatia crônica com reagudização, abdome agudo hemorrágico (úlcera péptica),
pancreatite necrohemorrágica.
Resposta 2
Febre Hemorragica da Dengue (FHD), GRUPO D
O Hematócrito está baixo devido ao sangramento
Considerar a semiologia de derrame pleural como indicativo de extravasamento plasmático.
Febre Hemorragica da Dengue (FHD), GRUPO D
O Hematócrito está baixo devido ao sangramento
Considerar a semiologia de derrame pleural como indicativo de extravasamento plasmático.
Resposta 3
a) Realizar Rx de tórax para investigar derrame pleural.
b) Solicitar exame de uréia, creatinina, amilase e albumina.
c) Melhor abordagem para investigação da hepatopatia.
d) Avaliar a necessidade de realização da punção liquórica (paciente com plaquetopenia).
a) Realizar Rx de tórax para investigar derrame pleural.
b) Solicitar exame de uréia, creatinina, amilase e albumina.
c) Melhor abordagem para investigação da hepatopatia.
d) Avaliar a necessidade de realização da punção liquórica (paciente com plaquetopenia).
Conduta Diagnóstica – O paciente foi internado com as hipóteses diagnósticas de Síndrome Hemorrágica aguda a esclarecer e Meningite meningocócica.
Conduta Terapêutica - Foi iniciada a reposição volêmica com Soro Ringer Lactato – 500ml, NaCl 20% – 10ml, KCl 10% – 10ml IV, 40 gotas por minuto em quatro fases; dexametasona 4mg de 6/6 horas, ceftriaxone 2g de 12/12 horas; dipirona, metoclopramida e cimetidina.
Foram ainda solicitados 14U de concentrado de plaquetas e 2U de concentrado de hemácias.
Exame Físico - Após quatro horas de evolução, o paciente apresentava-se, torporoso, afebril, má perfusão periférica. PA deitado: 70 x 40mmHg; FC: 120bpm. Foi entubado e colocado em ventilação mecânica. Não foi possível realizar a transfusão, devido à falta de acesso venoso. Com seis horas de evolução, apresentou parada cardiorespiratória, sem resposta às manobras de ressuscitação.
Conduta Terapêutica - Foi iniciada a reposição volêmica com Soro Ringer Lactato – 500ml, NaCl 20% – 10ml, KCl 10% – 10ml IV, 40 gotas por minuto em quatro fases; dexametasona 4mg de 6/6 horas, ceftriaxone 2g de 12/12 horas; dipirona, metoclopramida e cimetidina.
Foram ainda solicitados 14U de concentrado de plaquetas e 2U de concentrado de hemácias.
Exame Físico - Após quatro horas de evolução, o paciente apresentava-se, torporoso, afebril, má perfusão periférica. PA deitado: 70 x 40mmHg; FC: 120bpm. Foi entubado e colocado em ventilação mecânica. Não foi possível realizar a transfusão, devido à falta de acesso venoso. Com seis horas de evolução, apresentou parada cardiorespiratória, sem resposta às manobras de ressuscitação.
22/2/2001 - Resultado da imuno-histoquímica positivo para dengue.
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