domingo, 22 de abril de 2012

Dengue - Caso clínico 1

Dengue - Caso Clínico 1
Identificação - R.E.M.O, 42 anos, feminino, professora, natural dee São Paulo, residente em Belém há vários anos.
História da Doença Atual - Procurou atendimento médico emm 15/5/2006, relatando início dos sintomas em 10/5/2006, com febre, cefaléia, astenia, anorexia, dor lombar, dores nos membros  inferiores  e  hiperestesia  cutânea.  Negava  prurido,  queixas  digestivas, respiratórias ou urinárias. História pregressa de rubéola, confirmada por sorologia. No último final de semana que antecedeu o início dos sintomas (6 e 7/5/06), freqüentou um sítio naa cidade de Benevides, a cerca de 40 Km de Belém. Não havia relato dee outros casos febris entre as pessoas que também estiveram no sítio junto com a paciente, porém, alguns vizinhos seus em Belém estavam com suspeita de dengue.

Exame Físico Geral - Temperatura axilar de 38,5ºC. PA – 120 x 80mmHg. Peso - 62,5Kg. 
Orofaringe: normal, ligeiro exantema do tipoo eritematopapular em todo o tegumento. 
Ausculta pulmonar,Ausculta cardiovascular e Abdome: sem anormalidades.
Conduta Diagnóstica - Foi solicitado hemograma e sorologia para dengue(1ª.amostra). 
Hemograma; Leucócitos 5.100/mm3(segmentados: 64%,linfócitos: 30%, monócitos: 4%, 
eosinófilos: 1%, basófilos: 1%) e plaquetometria normal.
Conduta Terapêutica - Prescrito paracetamol 750 mg por via oral a cada 6 horas em caso 
de dores ou febre, hidratação oral com líquidos à vontade e retorno para avaliação em 48 
horas.

Os Fatos - Em 17/5/2006 - Houve regressão total dos sintomas, persistindo apenas ligeira astenia. Recebeu alta médica.
Em 23/5/2006 - Retornou a consulta por causa de febre e cefaléia iniciada no dia anterior.
Exame Físico - Temperatura axilar de 39ºC, demais aparelhos sem outras alterações significativas.

Questões:
1. Quais as hipóteses diagnósticas para o caso?
2. Quais as 2 hipóteses mais prováveis na sua opinião?
3. Que exames complementares você solicitaria?
4. Que outros dados epidemiológicos seriam importantes para o caso?
5. A conduta clínica está satisfatória? Você faria diferente?


Respostas
1.  R.:  a)  Dengue,  malária,  hepatite,  febre  maculosa,  parvovirose,  febre  tifóide,
Oropouche, Mayaro, doença de Chagas agudo;
b) Outras doenças febris exantemáticas;
c) Farmacodermia.

2. R.: a) Dengue
b) Malária

3. R.: a) Hemograma, pesquisa de hematozoários;
b) Isolamento viral(sob indicação da Vigilância Epidemiológica);
c) Transaminases;
d) Hemocultura;
e) Sorologias específicas.

4. R.: a) História vacinal de febre amarela

5. R.: a) Medir a PAem duas posições;
b) Fazer prova do laço;
c) Explorar melhor os sinais de alarme;
d) Exame físico mais detalhado.


O  Resultado  da  sorologia  para  dengue  ELISA IgM  (1ª  amostra)foi  negativa,  então  foi solicitada nova sorologia para dengue (2ª. amostra).
26/5/2006 - Praticamente assintomática, temperatura axilar 37,6ºC.
1/6/2006 - Completamente assintomática. Como a sorologia para dengue (2ª amostra) foi negativa, foi Solicitada investigação para outros arbovírus no Instituto Evandro Chagas.
5/6/2006 - Evoluiu assintomática.
14/6/2006  -  Resultado  da  investigação  para  arbovírus  com  conversão  sorológica significativa para o vírus Oropouche (aumento de 4 vezes do título de anticorpos), indicando, portanto, infecção recente por Oropouche.
Critérios para solicitação da sorologia e isolamento viral

a) Em situação de epidemia, não é necessário testar todas as amostras, pois isto não implicará em medidas de controle adicionais. Deve-se priorizar os casos que necessitam de confirmação diagnóstica.
b) Em situação não epidêmica, porém, o diagnóstico sorológico de todos os casos é importante, para que um aumento no número de casos seja detectado precocemente e medidas de controle sejam oportunamente implementadas.
c) O Isolamento viral é importante para o conhecimento e monitoramento dos sorotipos circulantes, a sugestão esperada é a implantação de unidades sentinela para coleta de amostras e descentralização da técnica para mais Laboratórios de Referência Estadual.
Outros aspectos que podem ser discutidos tais como a retro-alimentação de informação entre laboratório, vigilância epidemiológica e a unidade que prestou atendimento.
Comportamento da viremia e da resposta imune( primária e secundária) na infecção pelo vírus da dengue.

Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/kitdengue/casosclinicos.html



2 comentários:

  1. Paciente de 12 anos foi diagnosticado com Dengue, a partir da realização da sorologia para dengue e avaliação das manifestações clínicas como dores no corpo, principalmente nas articulações e febre. O hemograma revela redução na concentração de plaquetas, bem abaixo do valor de referência.
    1-Fazendo uma análise do processo de apoptose celular, discorra sobre as alterações celulares que ocorrem na célula apoptótica, bem como a importância deste processo no organismo.
    Me ajudem neste caso clínico

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  2. robbins e cotran - patologia bases patologicas das doenças.

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